domingo, 22 de junho de 2014

UM BOM EXEMPLO...É O QUE EDUCA...O MAIS, É




sexta-feira, 7 de junho de 2013

ARTESANATO DE MADEIRA RECICLADA

ARTESANATO COM RESPONSABILIDADE SOCIAL, SUSTENTABILIDADE, ECOLOGICAMENTE CORRETO. REUTILIZANDO MADEIRAS. MADEIRAS DE DEMOLIÇÃO, MADEIRAS DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL. DESIGN DA CULTURA POPULAR.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ARTE POPULAR




Art. 5º ARTE POPULAR - Conjunto de atividades poéticas, musicais, plásticas, dentre outras expressivas que configuram o modo de ser e de viver do povo de um lugar. A arte popular diferencia-se do artesanato a partir do propósito de ambas as atividades. Enquanto o artista popular tem profundo compromisso com a originalidade, para o artesão essa é uma situação meramente eventual. O artista necessita dominar a matéria-prima como o faz o artesão, mas está livre da ação repetitiva frente a um modelo ou protótipo escolhido, partindo sempre para fazer algo que seja de sua própria criação. Já o artesão quando encontra e elege um modelo que o satisfaz quanto à solução e forma, inicia um processo de reprodução a partir da matriz original, obedecendo a um padrão de trabalho que é a afirmação de sua capacidade de expressão. A obra de arte é peça única que pode, em algumas situações, ser tomada como referência e ser reproduzida como artesanato.

§ 1º Características do Artista e da Arte Popular:

I - Pertence ao povo;

II - Revela a identidade cultural regional;

III - Personifica a peça;

IV - Produz obras assinadas;

V - Busca a realidade;

VI - Traduz o belo;

VII - Sozinho realiza a peça;

VIII - Apresenta elementos estéticos;

IX - Possui maior valor econômico que as peças artesanais;

X - Expressa emoção do momento da criação;

XI - Revela expansão cultural de um povo;

XII - Possui um espaço determinado nas galerias, exposições e eventos;

XIII - É auxiliada pelo folclore e pela globalização;

XVI - É feita por qualquer pessoa, independente do seu nível econômico ou social; e

XV - Requer um olhar diferente para ser entendida.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O QUE É E O QUE NÃO É ARTESANATO



Art. 4º ARTESANATO - Artesanato compreende toda a produção resultante da transformação de matérias-primas, com predominância manual, por indivíduo que detenha o domínio integral de uma ou mais técnicas, aliando criatividade, habilidade e valor cultural (possui valor simbólico e identidade cultural), podendo no processo de sua atividade ocorrer o auxílio limitado de máquinas, ferramentas, artefatos e utensílios.

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§ 1º Não é ARTESANATO:

I - Trabalho realizado a partir de simples montagem, com peças industrializadas e/ou produzidas por outras pessoas;

II - Lapidação de pedras preciosas;

III - Fabricação de sabonetes, perfumarias e sais de banho, com exceção daqueles produzidos com essências extraídas de folhas, flores, raízes, frutos e flora nacional.

IV - Habilidades aprendidas através de revistas, livros, programas de TV, dentre outros, sem identidade cultural.

§ 2º No Artesanato, mesmo que as obras sejam criadas com instrumentos e máquinas, a destreza manual do homem é que dará ao objeto uma característica própria e criativa, refletindo a personalidade do artesão e a relação deste, com o contexto sociocultural do qual emerge.

NÃO É ARTESÃO

§ 1º Não é ARTESÃO aquele que:

I - Trabalha de forma industrial, com o predomínio da máquina e da divisão do trabalho, do trabalho assalariado e da produção em série industrial;

II - Somente realiza um trabalho manual, sem transformação da matéria-prima e fundamentalmente sem desenho próprio, sem qualidade na produção e no acabamento;

III - Realiza somente uma parte do processo da produção, desconhecendo o restante.

PORTARIA SECRETARIA DE COMÉRCIO E SERVIÇOS DO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - SCS/MDIC Nº 29 DE 05.10.2010

DOS CONCEITOS BÁSICOS DO ARTESANATO

Art. 2º ARTESÃO - É o trabalhador que de forma individual exerce um ofício manual, transformando a matéria-prima bruta ou manufaturada em produto acabado. Tem o domínio técnico sobre materiais, ferramentas e processos de produção artesanal na sua especialidade, criando ou produzindo trabalhos que tenham dimensão cultural, utilizando técnica predominantemente manual, podendo contar com o auxílio de equipamentos, desde que não sejam automáticos ou duplicadores de peças.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

HÓRUS O DEUS SOL DO EGITO


Hórus, o Deus-Sol do Egito

"Desde o ano 10.000 a.C., a história nos mostra pinturas e escritos que refletem o respeito e a adoração dos povos pelo Sol. É simples entender o porquê, com o seu aparecimento todas as manhãs trazendo a visão, calor e segurança. Salvando-os do frio e do breu da noite, repleta de predadores. Sem ele, todas as culturas perceberam que não haveria colheitas nem vida no planeta.Estas realidades fizeram do Sol o objeto mais adorado de todos.


Todavia, os povos estavam também muito atentos às estrelas. As estrelas formavam padrões que lhes permitiu reconhecer e antecipar eventos que ocorrem de tempos em tempos, tais como eclipses e luas cheias. Catalogaram grupos celestiais naquilo que conhecemos hoje como constelações.

A cruz do Zodíaco é uma das mais antigas imagens da humanidade, representa o trajeto do Sol através das 12 maiores constelações no decorrer de um ano, também representa os 12 meses do ano, as 4 estações, solstícios e equinócios. O termo Zodíaco está relacionado com o fato das constelações serem antropomorfismos ou personificações, como pessoas ou animais.

As primeiras civilizações não só seguiam o Sol e as estrelas, como também os personificavam através de mitos envolvendo os seus movimentos e relações. O Sol com o seu poder criador e salvador também foi personificado à semelhança de um Deus Todo-Poderoso, conhecido como 'Filho de Deus', luz do mundo, salvador da humanidade. As 12 constelações representaram lugares de viagem para o Filho de Deus e foram nomeados e normalmente representados por elementos da natureza importantes nesses períodos de tempo. Por exemplo, Aquarius, o portador de água que traz as chuvas de primavera.

Hórus, Deus-Sol do Egito por volta de 3000 a.C., é o Sol, antropomorfizado, e a sua vida é uma série de mitos alegóricos, que envolvem o movimento do Sol no céu. Dos antigos hieróglifos Egípcios, muito foi descoberto sobre este Messias Solar. Por exemplo, Hórus, sendo o Sol, ou a luz, tinha como inimigo o Deus "Set", e Set era a personificação das trevas ou noite. É importante frisar que "Trevas vs. Luz" ou "Bem vs. Mal" têm sido uma dualidade mitológica onipresente e que ainda hoje é utilizada em muitos aspectos.

No geral, a história de Hórus é a seguinte: Hórus nasceu em 25 de Dezembro da virgem Isis-Meri. O seu nascimento foi acompanhado por uma estrela do Leste, que, por sua vez, foi seguida por 3 reis em busca do salvador recém-nascido. Aos 12 anos, era uma criança prodígio, e aos 30 foi batizado por uma figura conhecida por Anup, e que assim começou o seu reinado. Hórus tinha 12 discípulos e viajou com eles, fez milagres tais como curar os enfermos e andar sobre a água. Também era conhecido por vários nomes: A Verdade, A luz, o filho adorado de Deus, Bom pastor, Cordeiro de Deus, entre muitos outros. Depois de traído por Tifão, foi crucificado, morto por 3 dias e ressuscitou. Estes atributos de Hórus, originais ou não, parecem influenciar várias culturas mundiais e muitos outros deuses encontrados com a mesma estrutura mitológica. (Egito, 3000 a.C)

Attis, da Phyrugia, nasceu da virgem Nana em 25 de dezembro, crucificado, colocado no túmulo, 3 dias depois ressuscitou. (Grécia, 1200 a.C)
Krisnha, da Índia, nasceu da virgem Devaki com uma estrela no Ocidente assinalando sua chegada. Fez milagres em conjunto com seus discípulos e após a morte ressuscitou. (Índia, 900 a.C)

Dionísio da Grécia, nasceu de uma virgem em 25 de dezembro, foi um peregrino que praticou milagres como transformar a água em vinho e é referido como 'Rei dos Reis', 'Filho pródigo de Deus', 'Alpha e Omega', entre muitas outras coisas. Após a sua morte, ressuscitou. (Grécia, 500a.C)
Mithra, da Pérsia, nasceu de uma virgem em 25 de Dezembro, teve 12 discípulos, praticou milagres e após a sua morte foi enterrado e 3 dias depois ressuscitou. Também era referido como 'A Verdade', 'A Luz', entre muitos outros. Curiosamente, o dia sagrado de sua adoração era Domingo (Sunday: Dia do Sol). (Pérsia, 1200 a.C)

Importa salientar aqui é que "existiram" inúmeros salvadores, em vários períodos, de todo o mundo, que preencheram estas mesmas características. A questão mantém-se: por que estes atributos, por que o nascimento de uma virgem em 25 de dezembro, por que a morte e a ressurreição após 3 dias, por que os 12 discípulos ou seguidores? Para descobrir, vamos examinar o mais recente dos Messias Solares.

Jesus Cristo nasceu da virgem Maria em 25 de Dezembro em Belém (Bethlehem), anunciado por uma estrela no Ocidente, seguida por 3 reis (magos) para adorar o salvador. Tornou-se pregador aos 12 anos, e aos 30 foi batizado por João Batista, e assim começou seu reinado. Jesus teve 12 discípulos com quem viajou praticando milagres como curar pessoas, andar na água, ressuscitar mortes e também conhecido como "Rei dos Reis", 'Filho de Deus', 'Luz do Mundo', 'Alpha e Omega', 'Cordeiro de Deus'. Depois de traído pelo seu discípulo Judas e vendido por 30 pratas, foi crucificado, colocado no túmulo, 3 dias depois ressuscitou e ascendeu aos céus.

Em primeiro lugar, a seqüência do nascimento é completamente astrológica. A estrela no ocidente é Sírius, estrela mais brilhante no céu noturno, que em 24 de dezembro, alinha com as 3 estrelas mais brilhantes do cinturão de Órion. Estas 3 estrelas são chamadas hoje como também eram chamadas naquele tempo de "3 Reis". Os 3 Reis e a estrela mais brilhante, Sírius, todas apontam para o nascer do sol no dia 25 de Dezembro. Esta é a razão pela qual os Três Reis "seguem" a estrela ao Leste, numa ordem para se direcionar ao nascer do Sol. A Virgem Maria é a constelação Virgo, também conhecida com a Virgem. Virgo em latim é Virgem. Virgo também é referida como Casa do pão. A representação para Virgo é uma virgem segurando um galho de trigo. Esta casa do pão com galho de trigo representa Agosto e Setembro, tempo de colheita. De fato, traduzindo Bethlehem ao pé da letra é casa do pão, referindo-se à constelação de Virgo.

Outro fenômeno interessante que ocorre em 25 de Dezembro é o solstício de inverno. Do solstício de verão ao inverno, os dias tornam-se mais curtos e frios. Na perspectiva de quem está no Hemisfério Norte, o Sol parece mover-se para o sul aparentando ficar menor e fraco, o encurtar dos dias e o fim das colheitas conforme se aproxima o solstício de inverno simbolizando a morte. Era a morte do Sol. Pelo vigésimo segundo dia de dezembro, o falecimento do Sol estava realizado, na verdade o Sol, tendo-se movido continuamente para o sul durante 6 meses, faz com que atinja o seu ponto mais baixo no céu. Aqui ocorre uma coisa curiosa: o Sol deixa, aparentemente de se movimentar para o sul, durante 3 dias.

Durante estes 3 dias de pausa, o Sol reside nas redondezas da constelação do Cruzeiro do Sul, constelação de Crux ou Alpha Crucis. Depois deste período, em 25 de dezembro, o Sol move-se 1 grau, desta vez para o norte, perspectivando dias maiores, calor e a primavera.

E assim se diz: que o sol morreu na cruz (cruzeiro), esteve morto por 3 dias, apenas para ressuscitar ou nascer mais uma vez. Esta é a razão pela qual Jesus e muitos outros Deuses do Sol partilham a idéia da crucificação, morte de 3 dias e o conceito da ressurreição. É o período de transição do Sol antes de mudar na direção contrária no Hemisfério Norte, trazendo a primavera e assim a salvação. Todavia, não celebram a ressurreição do Sol até o equinócio da primavera ou a páscoa. Isto porque no Equinócio da Primavera, o Sol domina oficialmente o Mal, as Trevas, assim com o período diurno se torna maior que o noturno, e o revitalizar da vida na primavera emerge.

Agora, provavelmente a analogia mais óbvia de todas neste simbolismo astrológico são os 12 discípulos de Jesus, eles são simplesmente as 12 constelações do Zodíaco, com que Jesus, sendo o Sol, viaja junto. Na cruz do Zodíaco, o elemento figurativo da vida é o Sol, não era uma mera representação artística ou ferramenta para seguir seus movimentos, era também um símbolo espiritual pagão.

Jesus é retratado como o 'Sol', 'Filho de Deus', a 'Luz do Mundo', o 'Salvador a erguer-se que renascerá', assim como faz todas as manhãs, a 'Glória de Deus contra as Trevas', assim como 'renasce' a cada manhã, e que pode ser "visto através das nuvens", 'lá em cima no céu', com a sua 'Coroa de Espinhos'... ou raios de Sol.

Agora, nas muitas das referências astrológicas ou astronômicas na Bíblia, uma das mais importantes tem a ver com o conceito de "Eras". Através das escrituras há inúmeras referências a essa 'Era'. Para compreender isto, precisamos primeiro nos familiarizar com o fenômeno da precessão dos
Equinócios. Os antigos Egípcios e outras culturas anteriores, reconheceram que por volta de 2150 em 2150 anos o nascer do Sol durante o Equinócio da primavera, ocorria num diferente signo do Zodíaco. Isso tem a ver com a lenta oscilação angular da Terra quando roda sobre seu eixo. É chamado de precessão porque as constelações vão para trás, em vez de permanecerem no seu ciclo anual normal. O tempo que demora cada precessão através dos 12 Signos é de 25.765 anos. Este ciclo completo é chamado também de 'Grande Ano', e algumas civilizações ancestrais sabiam disso. Referiam-se a cada ciclo de 2150 anos como "Era". De 4300 a.C a 2150 a.C, foi a "Era do Touro". De 2150 a.C a 1 d.C, foi a "Era de Áries", e de 1 d.C a 2150 d.C é a 'Era de Peixes', a Era em que permanecemos nos dias de hoje, e por volta de 2150, entraremos na nova Era, a Era de Aquário. A Bíblia refere-se, por alto, ao movimento simbólico durante 3 Eras, quando se vislumbra já uma quarta.

No Antigo Testamento, quando Moisés desce o Monte Sinai com os mandamentos, ele fica perturbado ao ver sua gente adorando um bezerro dourado. De fato, ele até partiu as pedras dos 10 mandamentos e disse a todos para se matarem uns aos outros para se purificar (Exodus, 32). A maior parte dos estudiosos da Bíblia atribui esta ira de Moisés ao fato de os Israelitas estarem a adorar um falso ídolo, ou algo semelhante. A realidade é que o Bezerro Dourado é Taurus (Touro), e Moisés representa a nova Era de Áries. Esta é a razão pela qual os Judeus ainda hoje assopram com o chifre do carneiro. Moisés representa a nova Era de Áries, e perante esta, todos têm de largar a velha. Outras divindades tais como Mithra marcam esta transição também, um Deus pré-cristão que mata o touro na mesma linha simbólica.

Jesus é a figura portadora da Era seguinte à de Áries, a Era de Peixes, ou dos 2 peixes. O simbolismo de Peixes é abundante no Novo Testamento, assim como Jesus alimenta 5000 pessoas com pão e '2 peixes'. No início enquanto caminhava pela Galiléia, conhece 2 pescadores que o seguem. Agora reflita se voltar a ver um adesivo 'Jesus-fish' nas traseiras dos carros, muitos poucos sabem o que aquilo no fundo representa. É um simbolismo astrológico pagão para o reinado do Sol durante a Era de Peixes.

Jesus assumiu que a data do seu nascimento é a data do início desta Era. Em Lucas 22:10 quando Jesus é questionado pelos discípulos quando será a próxima passagem depois Dele ir-se embora, Jesus responde: 'Eis que quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água, segui-o até a casa em que ele entrar'. Esta escritura é de longe a mais reveladora de todas as referências astrológicas. O homem que leva um cântaro de água é Aquarius, o portador da água, que é sempre representado por um homem a despejar uma porção de água. Ele representa a Era depois de Peixes, e quando o Sol, Filho de Deus, sair da Era de peixes, Jesus, entrará na casa de Aquarius, e Aquário é posterior a Peixes na precessão dos equinócios. Tudo o que Jesus 'diz' é que depois da Era de Peixes chegará a Era de Aquário.

Todos já ouvimos falar sobre o fim do mundo. Esquecendo o lado cartonista explícito no livro do Apocalipse, a espinha dorsal nesta idéia surge em Mateus 28:20, onde Jesus diz: Eu estarei convosco até o fim do mundo (dos séculos em Português). Contudo, na tradução Inglesa da Bíblia, a palavra 'wolrd' está mal traduzida, no meio de outras más traduções, a palavra realmente usada era 'aeon', que significa "Era". Eu estarei convosco até ao fim da era (Na tradução portuguesa também não acontece). O que no fundo é verdade, Jesus como personificação solar de Peixes irá acabar quando o Sol entrar na Era de Aquário. Este conceito de fim dos tempos e do fim do mundo é uma má interpretação desta alegoria astrológica.

O fato de Jesus, ser literal e astrologicamente um híbrido, só demonstra o quão plágio do Deus-Sol Hórus do Egito, Jesus é. Por exemplo, inscrito há 3500 anos, nas paredes do Templo de Luxor no Egito, estão imagens da enunciação, da imaculada concepção, nascimento e adoração a Hórus. Começam com o anúncio à virgem Isis de que ela irá gerar Hórus, que Nef, o Espírito Santo irá engravidar a Virgem, e depois o parto e a adoração. Mesma história do milagre da concepção de Jesus. A história de Noé e da sua Arca é tirada diretamente das tradições. O conceito de dilúvio é comum em todas as antigas civilizações, em mais de 200 diferentes citações em diferentes períodos e tempos. Contudo, não será preciso ir muito além da fonte pré-Cristã para encontrar a Epopéia de Gilgamesh, escrita em 2600 a.C. Ela fala sobre grandes inundações mandadas por Deus, uma arca com animais salvos e o libertar e o retornar da pomba, entram em concordância com a história bíblica, entre muitas outras semelhanças.

E depois há a história plagiada de Moisés. Sobre o nascimento de Moisés, diz-se que ele foi colocado numa cesta de cana e lançado ao rio para evitar um infanticídio. Ele foi mais tarde salvo pela filha de um Rei e criado por ela como um príncipe. Este bebê numa cesta foi retirado do mito de Sargão de Akkad por volta de 2250 a.C. Sargão nasceu, foi posto numa cesta de rede para evitar um infanticídio e lançado ao rio. Foi salvo e criado por Akki, uma esposa da realeza Acádia. Moisés é conhecido como Legislador, portador dos mandamentos e da Lei Mosaica. A idéia da lei ser passada de um Deus para um profeta numa montanha é antiga. Moisés é somente um legislador numa longa fila de legisladores na história mitológica. Na Índia, Manou foi o grande Legislador. Na ilha de Creta, Minos ascendeu ao Monte Ida, onde Zeus lhe deu as leis Sagradas. Enquanto que no Egito Mises, tinha nas suas pedras tudo o que Deus lhe disse. Manou, Minos, Mises, Moisés. E no que diz respeito a estas dez ordens, foram retiradas do 'Feitiço 125 do Livro dos Mortos' do Antigo Egito. O que é que o livro dos Mortos dizia? "Eu nunca roubei" tornou-se 'Não roubarás,' 'Eu nunca matei' tornou-se 'Não matarás,' 'Eu nunca menti' tornou-se "Nunca levantarás falsos testemunhos" e por aí vai.

A religião Egípcia é no fundo a base fundamental para a teologia Judaico-Cristã. Batismo, vida após morte, julgamento final, imaculada concepção, ressurreição, crucificação, A arca da Aliança, circuncisão, salvadores, comunhão sagrada, dilúvio, páscoa, Natal, a passagem, e muitas outras coisas e atributos são idéias Egípcias, nascidas muito antes do Cristianismo ou Judaísmo.

Justin Martyr, um dos primeiros historiadores e defensores Cristãos, escreveu: "Quando nós [cristãos] dizemos que, Jesus Cristo, nosso mestre, foi produzido sem união sexual, morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus, nós não propomos nada de muito diferente do que aqueles que propõem e acreditam tal como nós, nos filhos de Júpiter". Numa escrita diferente, Justin Martyr diz: "Ele nasceu de uma virgem, aceite isto como o que você acredita dos Perseus." É óbvio que Justin e outros cristãos cedo souberam como o Cristianismo era semelhante a outras religiões pagãs. Justin tinha uma solução: 'Para além de tudo o que sabemos, o Diabo era quem mandava nessas idéias.' O Diabo teve a malícia de chegar primeiro que Cristo, e criou estas características para o mundo pagão.

Cristianismo fundamentalista, fascinante! Eles pensam realmente que o mundo tem apenas 12.000 anos. Eu perguntei: 'Ok, e os fósseis dos dinossauros?'

Respondeu: 'Fósseis de dinossauro? Deus colocou-os lá para testar a nossa fé!'

'Eu acho que o teu Deus te colocou aqui para testar a minha fé!'

A Bíblia não é nada mais do que um híbrido literário astro-teológico, tal como todos os mitos religiosos que os antecederam. De fato, o aspecto da transferência de atributos, de uns personagens para os outros é facilmente reconhecida no próprio livro em si.

No Antigo
Testamento há a história de Josué. Josué era um protótipo de Jesus.

Josué nasceu de um milagre, Jesus nasceu de um milagre. Josué tinha 12 irmãos, Jesus tinha 12 discípulos. Josué foi vendido por 30 peças de prata, Jesus foi vendido por 30 peças de prata. Irmão Judá sugere a venda de Josué, o discípulo Judas sugere a venda de Jesus. Josué começa os seus trabalhos aos 30, Jesus começa aos 30 também.

Haverá algum registro não bíblico da existência de mais alguém chamado Jesus, filho de Maria, que viajou com 12 seguidores e curou pessoas? Existiram muitos historiadores que viveram no Mediterrâneo durante esse mesmo período e até mesmo após a presumível morte de Jesus. Quantos desses historiadores fizeram relatos sobre a sua figura? Nenhum. Porém, para sermos justos, não significa que os defensores da existência de Jesus nunca tenham reclamado o contrário. Quatro são particularmente referidos como pioneiros sobre a teoria da existência de Jesus. Plínio, Suetônio e Tácito foram os 3 primeiros. Cada uma das suas máximas consiste apenas em algumas frases em que na melhor das hipóteses se refere a Christus ou Cristo e que na realidade não é um nome mas sim uma titulação. Significa 'Escolhido'. A quarta fonte é Josefo cujos documentos, ficou provado, terem sido falsificados séculos atrás e para infortúnio da humanidade, ainda vistos como verdadeiros.

Poderá alguém ter se aproveitado das idéias 'renascer' dos mortos, a 'ascensão' ao Reino dos Céus e a prática de milagres e, que a partir daí tenha começado a surgir nos registros históricos? Não, porque uma vez pesadas as evidências, há grandes probabilidades da figura conhecida como Jesus, nunca ter existido.

'A religião Cristã é uma paródia à adoração do Sol, onde colocaram um homem chamado Jesus Cristo em seu lugar e começaram a entregar a esse personagem, a devoção que entregavam ao Sol.' (Thomas Paine - 1737/1809)

'Nós não queremos ser indelicados, mas temos que ser fatuais. Não queremos magoar sentimentos, queremos ser academicamente corretos, naquilo que compreendemos e sabemos ser verdadeiro. O Cristianismo simplesmente não é baseado em verdades. Consideramos que o Cristianismo foi apenas uma história romana, desenvolvida politicamente. A realidade consiste em que, Jesus foi a divindade solar do setor Gnosticista Cristão, e tal como outros Deuses pagãos, uma figura mítica. Foi sempre o poder político que procurou monopolizar a figura de Jesus para controle social.

Em 325 d.C em Roma, o Imperador Constantino reuniu o Concílio Ecumênico de Nicéia, e foi durante esta reunião que as doutrinas políticas com motivação cristã foram estabelecidas e assim começou uma longa história de derramamento de sangue e fraude espiritual. E nos mais de 1600 anos que se seguiram, o Vaticano tem dominado politicamente e com mão de ferro, toda a Europa, conduzindo-a a um período de obscurantismo através de eventos como as Cruzadas e a Santa Inquisição. O Cristianismo, bem como todas as crenças teístas, são a fraude desta Era. Serviu para afastar os seres humanos do seu meio natural, e da mesma maneira, uns dos outros. Sustenta a submissão cega do ser humano à autoridade.

Reduz a responsabilidade humana sob a premissa de que Deus controla tudo, e que por sua vez os crimes mais terríveis podem ser justificados em nome da perseguição Divina. O mito religioso é o mais poderoso dispositivo jamais criado, e serve como base psicológica para que outros mitos floresçam ou justifiquem.'

'Religião não pode consertar a humanidade porque religião é escravidão' (Robert G. Ingersoll - 1833-1899).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O caminho e o motorhome





Nossa vida na estrada e no camping

Essa peça fora recolhida da praia. A tábua no para-choque também.
Náo quero mais nada, tenho tudo...
Conforto.
Fora o refrigerante...tudo de bom!
Êita,,, que motorista bom danado!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

MOTORHOME NO CAMPING





QUE BELA PAISAGEM!
ATRÁS DESSES MOTORHOMES ESTÁ A PRAIA.
ESTA É A NOSSA VISÃO... 20M DA AREIA...MARAVILHA!

CAMPING

Márcia embalando Julinha...
Ao fundo, papo com Júnio.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Tambaba - Um paraíso próximo de João Pessoa ( Cidade do Conde)


Pérolas do Inesquecível Bussunda

-Para as mulheres : Não fique à procura do Príncipe encantado. Procure o Lobo Mau: ele te enxerga melhor, te ouve melhor e ainda te come.
-Pobre é foda: sempre diz que não tem nada, mas quando chove diz que perdeu tudo.

- O mundo só é bom porque é uma bola, pois se fossem duas seria um saco.

- O homem é o único animal que consegue estabelecer uma relação amigável com as vítimas que ele pretende comer.
- Sabe o que o argentino tem mais que o brasileiro? Tem mais é que se fuder.

- A verdadeira bravura está em chegar em casa bêbado, de madrugada, todo cheio de batom, ser recebido pela mulher com uma vassoura na mão e ainda ter peito pra perguntar : vai varrer ou vai voar?
- Casamento é a única instituição onde se conquista a liberdade por mau comportamento.

- Para que serve a beleza interior, se o pinto não tem olho?

- Uma grande amizade tem que ser igual a bunda: tão unida que merda nenhuma separa.

Ele era demais...!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O OLHAR


Para que ocorra a visão é necessário que haja luz emitida ou refletida pelos objetos do ambiente. As imagens destes objetos são projetadas nas retinas pelas lentes dos olhos e transmitem a mensagem ao cérebro (ARNHEIM, 2002, p.35).

No mundo antigo os gregos e os romanos helenizados pensaram em duas dimensões primordiais do olhar: o olhar receptivo e o olhar ativo. Ambos têm como suporte físico: o olho, a luz e os corpos exteriores ao corpo humano.

O olho, fronteira móvel e aberta entre o mundo externo e o sujeito, tanto recebe estímulos luminosos (logo, pode ver, ainda que involuntariamente) quanto se move à procura de alguma coisa, que o sujeito irá distinguir, conhecer ou reconhecer, recortar do contínuo das imagens, medir, definir, caracterizar, interpretar, em suma, pensar (BOSI, 1988, p.66).

No olhar receptivo não há um ato intencional do olhar; trata-se de um ver por ver. Os olhos recebem passivamente uma grande quantidade de figuras, formas, cores, contanto que estejam abertos e haja luz.

Já no olhar ativo o ver é resultado obtido a partir de uma busca. Ver por ver é diferente de ver depois de olhar.

[...] o mundo das imagens não se satisfaz em imprimir-se simplesmente sobre um órgão fielmente sensível. Ao contrário, ao olhar para um objeto nós procuramos alcançá-lo. Com um dedo invisível movemo-nos através do espaço que nos circunda, transportamo-nos para lugares distantes onde as coisas se encontram, tocamos, agarramos, esquadrinhamos suas superfícies, traçamos seus contornos, exploramos suas texturas. O ato de perceber formas é uma ocupação eminentemente ativa (ARNHEIM, 2002, p.35).

O olhar é o movimento interno do ser que se põe em busca de informações e significações. Trata-se de um ato intencional que para Husserl é a essência dos atos humanos (BOSI, 1988, p.65). Os olhos procuram a beleza e a variedade das formas, o brilho e a amenidade das cores. A visão que nasce nos olhos não deixa de ser passiva se considerar que depende do mundo externo. Ao mesmo tempo que o olhar é sair de si, também é trazer o mundo para dentro de si (CHAUÍ, 1988, p.33). Talvez seja por esse motivo, que tanto poder é atribuído ao olhar. No cotidiano são usadas expressões como: mau olhado, cada qual tem direito ao seu ponto de vista, sombra de dúvida, mas é claro!, etc... . Existe a idéia de que se pode ver não só o visível, mas também o passado e o futuro; por isso se diz para não olhar para trás.

Na abertura da Metafísica, Aristóteles (apud CHAUÍ, 1988, p.38) alega que a prova de que todos os homens naturalmente desejam conhecer, é o prazer causado pelas sensações. Entre estas, a que estaria acima de todas, seria as sensações visuais que, de todos os nossos sentidos, nos faria adquirir mais conhecimentos e descobrir mais diferenças. A aptidão do olhar para o discernimento o “coloca como o primeiro sentido de que nos valemos para o conhecimento e como o mais poderoso porque alcança as coisas celestes e terrestres, distingue movimentos, ações e figuras das coisas, e o faz com maior rapidez do que qualquer dos outros sentidos” (CHAUÍ, 1988, p.38). Santo Agostinho, no entanto, condenava justamente este prazer causado pelas sensações, principalmente a visual. Segundo ele, este desejo curioso de conhecer tudo, é chamado, nas Divinas Escrituras, de “concupiscência dos olhos”, por serem estes os sentidos mais aptos para o conhecimento.

É aos olhos que propriamente pertence o ver. Empregamos, contudo, esse termo mesmo em relação aos outros sentidos, quando os usamos para obter qualquer conhecimento. Assim, não dizemos, "ouve como brilha", "cheira como resplandece", "saboreia como reluz", "apalpa como cintila". Mas já podemos dizer que todas essas coisas se vêem. Por isso não só dizemos "vê como isto brilha" - pois só os olhos o podem sentir-, mas também "vê como ressoa, vê como cheira, vê como sabe bem, vê como é duro". É por isso que se chama concupiscência dos olhos à total experiência que nos vem pelos sentidos. Apesar de o ofício da vista pertencer primariamente aos olhos, contudo os restantes sentidos usurpam-no por analogia, quando procuram um conhecimento qualquer [...] (SANTO AGOSTINHO apud CHAUÍ, 1988, p.38 e 39).

Elementos que pertencem a outros sentidos são apreendidos pelo olhar, assim como coisas que pertencem ao campo do olhar são apreendidos em outros sentidos. Segundo Merleau-Ponty os sentidos se traduzem uns nos outros sem precisar intérprete. Pode-se dizer que um som é áspero ou que uma música é doce. Apesar dos sentidos serem meios de que o corpo dispõe para apreender a diversidade do real, não existe uma fronteira rígida entre eles. Os sentidos se integram numa totalidade.

Percepção vem de perciptó, que se origina em capio que significa agarrar, prender, tomar com as mãos, receber. Desta forma, os sentidos precisam ser tocados mesmo que pela luz, pelo som, pelo odor ou pelo sabor para serem apreendidos. No entanto apesar da importância do tato, o olhar sempre foi visto como o sentido mais apto para o conhecimento, pois nos ensina a inexistência da matéria como substância em si, ou seja, a existência da espiritualidade (CHAUÍ, 1988, p.40). A teoria do olhar, desta forma, pode coincidir com a do conhecimento, mesmo o ser humano dispondo de outros sentidos além da visão. A luz, condição fundamental para o olhar, está também ligada à idéia de conhecimento e imaterialidade.

Se o olhar usurpa os demais sentidos fazendo-se cânone de todas as percepções é por que, como dizia Merleau-Ponty, ver é ter à distância. O olhar apalpa as coisas, repousa sobre elas, viaja no meio delas, mas delas não se apropria. Resume e ultrapassa os outros sentidos porque os realiza naquilo que lhes é vedado pela finitude do corpo, a saída de si, sem precisar de mediação alguma, e a volta a si, sem sofrer qualquer alteração material (Ibid., p.40).

Existem duas concepções sobre a sensação e a percepção que fazem parte da tradição filosófica: a empirista e a intelectualista. Para os empiristas, a sensação e a percepção são causadas por estímulos externos que toca os órgãos dos sentidos e faz um percurso no interior do corpo, indo ao cérebro e voltando às extremidades sensoriais na forma de uma sensação ou de uma percepção que é a associação de sensações. Para eles a sensação e a percepção são efeitos passivos de uma atividade dos corpos exteriores sobre o corpo; é com a soma e associação das sensações que o conhecimento é obtido.

Já para os intelectualistas, a sensação e a percepção dependem do sujeito, do conhecimento. O sujeito é que é ativo e a coisa externa é passiva. A passagem da sensação para a percepção dependeria do intelecto do sujeito, que organizaria o sentido dando-lhe significação.

Segundo o discurso de Epicuro e de Lucrécio o mundo se dá ao olho humano “porque a natureza desenvolve um movimento constante, veloz, febril, desprendendo da superfície dos seres os simulacros (eidola, em grego), figuras que duplicam sutilmente a forma superficial das coisas” (BOSI, 1988, p.67). Estes simulacros, espécies de membranas leves que passeiam pelos ares, destacadas da superfície dos corpos, seriam trazidos pelos raios da luz solar, estelar ou lunar ao encontro dos nossos olhos. As imagens da natureza e dos nossos semelhantes seriam formadas por partículas impalpáveis que entrariam pelas pupilas e as feririam, produzindo o fenômeno da visão tanto na vigília como no sonho. “Conhecer é ser invadido e habitado pelas imagens errantes de um cosmos luminoso” (Ibid., p.67).

Para Demócrito, os olhos, feitos de átomos d'água, são espelhos onde vêm refletir-se átomos de fogo (fonte dá luz) que se desprendem das coisas luminosas ou iluminadas, espalhando-se pelo ar e alcançando os olhos, onde se espelham. Para Epicuro e Lucrécio, os olhos são jaulas que capturam e aprisionam os pequeninos simulacros voejantes - os eidola - enviados pelas coisas e delas conservando a aparência. Povoando todo o espaço imaterial, ou o vácuo, deslocando-se em todas as direções, pequeninas imagens entrecruzam-se, irradiam-se continuamente das coisas que as soltam como películas que delas mantêm a forma e a figura por breve tempo. Fantasmas transparentes, alcançam os olhos e são por eles capturados na visão [...] (CHAUÍ, 1988, p.41).

Em contrapartida a esta idéia do olhar como algo passivo que recebe os estímulos do ambiente, estão os pitagóricos, platônicos e neoplatônicos, que percebiam o olhar como emissor e não receptor de simulacros. Na teoria emissiva “Os olhos, parentes do fogo e da luz, seriam faróis emissores de raios luminosos que, deslocando-se no espaço, chocam-se com as coisas materiais e esse encontro é responsável pela visão. Os olhos viajam pelo sensível, tocando as coisas com sua luminosidade para fazê-las visíveis ou para reconhecê-las como parentes suas, porque também são luminosas como eles” (Ibid., p.41).

Platão afirma no Timeo que os olhos são os portadores de luz em que o fogo ameno que aquece o corpo humano é emanado num fluxo de luz suave, estabelecendo uma ponte tangível entre o observador e a coisa observada. Desta forma os impulsos de luz que emanam do objeto transportam-se para os olhos e depois para a alma. Este fogo tem a propriedade de não queimar e sim de brilhar com doce luz (PLATÃO apud CHAUÍ, 1988 p.41).

Platão, no entanto, não se deixava seduzir pelo olhar. Estava determinado em distinguir o inteligível e o sensível, a idéia e a imagem. A coisa perde o seu poder de constituição e transforma-se em idéia da coisa. Porém a idéia, mais do que designar apenas o aspecto não sensível do que é sensivelmente visível, é a essência daquilo que se pode escutar, ver, tocar ou sentir, tornando-se algo que não pode ser alterado. Segundo ele, aquele que se deixa seduzir apenas pelos sentidos, deve assumir os riscos da incerteza. Os sentidos perturbariam a alma, pois o homem que contempla, seria absorvido pelo que contempla (NOVAES, 1988, p.10).
Quando Platão propõe, no mito da caverna, que o homem se afaste do mundo sensível estava dirigindo o olhar para a idéia. Ao livrar-se das flutuações do mundo sensível procurando algo mais sólido e durável na sua essência, buscava educar um olhar que transcendesse o olho físico para ter acesso a um mundo que desconhece a lei da morte, fixando o olho da mente nas formas puras. Este método conduziria ao resgate da alma ameaçada pela desagregação do corpo. “Quem lembra, enquanto lembra, está triunfando sobre a morte. A reminiscência é o sol dos mortos” (BOSI, 1988. p.70).

Somente no século XX surgiu na Filosofia uma nova concepção do conhecimento sensível que alterou as tradições empíricas e intelectualistas. Com a fenomenologia de Husserl e a Psicologia da Forma ou teoria da Gestalt, mostrou-se que as sensações não são separadas de cada qualidade, que depois o espírito juntaria e organizaria como percepção de um único objeto. Não é possível isolar uma sensação completamente da outra. Quando um objeto é visto, é percebido na sua totalidade e não como um mosaico de estímulos exteriores ou uma idéia.

A partir desta idéia a sombra torna-se tão importante quanto a luz, uma vez que não se têm sensações parciais, mas percepções globais de uma forma ou estrutura. Isto ficou evidente após experiências com figura e fundo e com formas “incompletas”.
Para a percepção, as condições de nosso corpo são tão importantes quanto a situação e as condições dos objetos percebidos. A vivência individual e social influi no modo como as coisas são percebidas, uma vez que o sujeito interage com o mundo dando às coisas percebidas novos sentidos e novos valores. Ferreira Gullar enfatiza que a percepção do homem é histórica. “Através da história o homem aprendeu a ver, criou modos de ver, desapareceu e criou outros modos” (1988., p.218). Esse olhar histórico a que Gullar se refere está ligado à história do homem como humanidade e também indivíduo.

Percepção é, assim, uma relação do sujeito com o mundo exterior que dá sentido ao percebido e àquele que percebe; um não existe sem o outro.



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

OUVIR...ESCUTAR...APRENDER!

LER A COISA CERTA...
VER O QUE NINGUÉM PRESTOU ATENÇÃO.

Uma jovem certa vez perguntou ao educador Paulo Freire como ele havia conseguido entender gente de tantos países e ser admirado por povos, línguas e culturas tão diferentes.

Ele revelou um segredo.
Quando menino, nas ruas e pontes da sua cidade do Recife, vivia conversando com velhos, mendigos, vendedores ambulantes.
Tinha recebido deles um coração aberto a todos os viventes.

OS LIVROS MUDAM AS PESSOAS

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MEDITAÇÃO

ÀS VEZES FICO OBSERVANDO A NATUREZA E PENSANDO SOBRE TUDO...




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ARQUITETURA SUSTENTÁVEL

ARQUITETURA VERNACULAR
EMPREGANDO MATERIAL DISPONÍVEL NO LOCAL
MADEIRA E BARRO
TIJOLOS DE ADOBE
CASA ECOLÓGICA

TUDO SOBRE BÊBADO